Poemas de Neil



Olá, finalmente cheguei pra atualizar o site.
2017 chegou bem agitado por aqui e mesmo esse tempão ausente estive pensando em novidades pra compartilhar, principalmente as que nos transmitem sensações ou nos passam algum valor. Seguindo essa ideia separei vídeos de Neil Hilborn, um poeta da atualidade, vídeos curtos porém envolventes de situações completamente diferentes, mas que com um pouco de sensibilidade podemos sentir, e não apenas assistir, do que se trata.


  • Poema transtorno obsessivo compulsivo TOC


Como pode ver, ele tem um transtorno sério que o faz reparar e refazer tudo o que o envolve (TOC). 

"Na primeira vez que eu a vi, tudo em minha cabeça se aquietou. Todos os tiques, as imagens que se atualizavam constantemente, apenas sumiram. Quando você tem Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) você simplesmente não tem momentos de tranquilidade. Até mesmo na cama eu estou pensando: — Tranquei a porta? Sim. — Desliguei as luzes? Sim. Mas quando a vi, a única coisa que passou pela minha mente era a curva dos seus lábios e o cílios em sua bochecha. Eu sabia que deveria falar com ela. Eu a convidei para sair umas seis vezes em trinta segundos. Ela respondeu “sim” após a terceira, mas nenhuma das respostas tinha me convencido então decidi continuar. No nosso primeiro encontro eu passei mais tempo organizando minha refeição em cores do que comendo ou falando com ela… Mas ela amou. Ela amou eu ter que dar um beijo de boa noite nela dezesseis vezes antes de ir embora (ou vinte e quatro, se fosse uma quarta-feira). Ela amou ter demorado uma eternidade para chegar em casa porque tem muitas rachaduras nessa calçada. Quando fomos morar juntos, ela disse que se sentia segura, como se ninguém jamais fosse nos roubar porque eu com certeza tranquei a porta dezoito vezes. Eu sempre olhava para sua boca quando ela falava. Quando ela dizia que me amava, sua boca se curvava nos cantos. À noite, ela deitava na cama e me assistia ligar e desligar, ligar e desligar, ligar e desligar as luzes. Ela fechava os olhos e imaginava que dias e noites estavam passando em sua frente… Em algumas manhãs, eu comecei a dar-lhe beijos de despedida, mas ela simplesmente saía porque eu estava fazendo-a se atrasar para o trabalho. Quando eu parava para não pisar em uma rachadura na calçada, ela só continuava andando. Quando ela dizia que me amava, sua boca era uma linha reta. Ela me disse que eu estava lhe tirando muito tempo. Na semana passada ela começou a dormir na casa da mãe dela, ela me disse que não deveria ter deixado que eu ficasse tão ligado a ela, que tudo isso era um erro, mas como pode ser um erro se eu não preciso lavar minhas mãos após tocá-lá? O amor não é um erro. E está me matando que ela consegue correr disso e eu não. Eu não consigo sair de casa e encontrar um novo alguém porque eu sempre penso nela. Geralmente, quando estou obcecado por alguma coisa, eu vejo germes entrando em minha pele, eu me vejo sendo esmagado por uma sucessão sem fim de carros e ela foi a primeira coisa bonita em que eu fiquei preso. Eu acordo toda manhã pensando no jeito como ela segura o volante, em como ela abre o registro do chuveiro como se fosse um cofre, no jeito como ela apaga velas… Agora, eu só penso em quem está beijando-a, eu não consigo respirar porque ele só a beija uma vez, ele não se importa se é perfeito. Eu a quero de volta tanto, que eu deixo a porta destrancada. Eu deixo as luzes acesas.”
Esse é o poema que deixou Neil famoso por acaso, atualmente ele faz parte de uma organização chamada Button Poetry onde faz apresentações com sua facilidade incrível de passar sensações explicando seus sentimentos diretamente a nós, especialmente sobre problemas e emoções que não se resumem apenas ao amor, mas também sobre o futuro e como viver.



Suas formas de expressão, sua profundidade e a intensidade de suas obras criam uma curiosa intertextualidade com o período antigo do Trovadorismo mas que até hoje se faz presente e inspiram novos poetas, A desilusão da vida, a adoração, vontade de morrer, tudo com um toque musical.



Publicou um livro chamado "Our Numbered Days" que é a junção de seus 45 poemas muitos nunca vistos.

"Quando você é burra o suficiente por muito tempo, você vai encontrar alguém muito esperto para te amar, e eles vão te amar de qualquer maneira, e vai dar tão mal." - Neil Hilborn, Balada do Pulmão machucado
Não esquece de  conversar comigo por comentários ou redes seu poema favorito do Neil, e até que ponto ele tocou seu coração.
Até mais! ♥




1 comentários:

  1. Já quero este livro!
    As palavras foram bem usadas para o contexto.
    Parabéns ❤

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